sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

I dreamed a dream...







E finalmente, 9 anos depois de ver Les Miserables no Brasil, realizei meu sonho: Assistir Les Miserables em Londres. Les Mis foi o primeiro musical que assisti na vida... Me marcou de uma forma absurda. EU tinha de 15 pra 16 anos, fui a São Paulo com meus pais, que haviam assistido ao Les Mis no Teatro Abril poucos meses antes de eu assistir. Me levaram ao teatro, e foi uma experiência completamente mágica, nos primeiros acordes da Overture eu já chorava bastante, muito emocionado. De repente fui conhecendo as personagens e seus conflitos. Ontem parecia que eu estava reencontrando amigos no Cafe ABC. Valjean, Fantine, Eponine, Marius, Cosette, Javert, Gavroche, Os Thenardiers, Grantaire, Combeferre, Feuilly,Courfeyrac.









Foi um reencontro, um sonho realizado, I LIVED a dream. Para mim, uma celebração, um fechamento de um ciclo. Assim que cheguei ao teatro passei na loja de Souvenirs e saí de lá com 3 sacolas abarrotadas, deixei tudo na chapelaria junto com o sobretudo e abri um Veuve Cliquot para comemorar, afinal, foram quase 10 anos esperando por esse momento.
Obviamente não preciso comentar que o espetáculo é maravilhoso. Me impressionei bastante com o elenco, muito jovem, com um frescor incrível, dando ainda mais realismo ao espetáculo. O Valjean, para minha surpresa era o Simon Bowman (para quem não se lembra, foi o Chris da primeira montagem do Miss Saigon, no West End). Gostei bastante de todos. Todos foram bastante anteciosos na Stage Door.






Les Mis trouxe pra mim muita coisa boa, desde novos amigos até mesmo me fez descobrir a voz. Quando fui morar nos USA, a primeira música que cantei nas aulas de canto da escola, coincidentemente, foi On My Own, num arranjo para coro, onde os homens cantavam todos juntos como Marius. Falando em Marius, estou impressionado até agora com o Alistair Brammer, o Marius que eu assisti ontem. Extremamente jovem, porém extremamente talentoso. O menino tem um carisma incrível, super competente, e além de tudo muito simpático.





Les Miserables é um must-see-show para qualquer pessoa que venha à Londres. Dedico esse post aos meus pais, que me apresentaram a este espetáculo e brotaram em mim esse amor pelo teatro musical, que pelo menos há 10 anos vem sendo o motivo de minhas maiores alegrias. Espero um dia conseguir estar do outro lado. Será?






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No próximo post: "Priscilla - Queen of the Desert"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Só um desabafo...

Carnaval chegando... Tô bem ansioso, confesso! Mas fico meio chateado com a falta de informação, ou talvez até descaso, que algumas pessoas em Recife (minha cidade natal, de onde eu saí há menos de 2 anos) tem comigo. Como nordestino sei o quanto é difícil sair de lá e conseguir fazer sucesso no eixo Rio/SP. Pra mim foi bem difícil, e até pro pouco tempo que eu estou aqui acho que já consegui muita coisa.
Não estou obrigando ninguém a saber quem eu sou, ou o que eu estou fazendo. Mas fico chateado com coisas do tipo. Uma vez fui no programa do Jô e não falei que era de Recife. Não escondi... Simplesmente esqueci de dizer, tinha ido lá pra vender meu peixe, divulgar meu show. O que teve de gente reclamando disso... Disseram que eu estava negando minhas raízes, que eu não dava valor a minha terra, etc. Ok, jura? Sempre que há espaço eu digo de onde sou, tenho orgulho de ser nordestino sim, mas acho meio louco essa coisa de ser mais conhecido num lugar onde eu só cheguei há um ano e meio do que na minha própria cidade.
As vezes parece que as pessoas em Recife de um modo geral se sentem oprimidas pela mídia, e é como se o artista de lá tivesse obrigação sempre de dizer sua origem, como se fosse um cachorro, mijando e marcando território.

Enfim, tudo isso só pra dizer que eu estou BEM chateado de não ter recebido ao menos um convite sequer para algum camarote, ou essas casas de patrocinadores, onde eles recebem seus artistas locais, ou talvez, somente os que não são de lá, pra quem eles pagam um puta pau.

Santo de casa não faz milagre mesmo, e ultimamente, nem pra despacho eu tô servindo!