Eu particularmente não sou muito fã de Jukebox Musicals, mas Priscilla mexeu comigo. As músicas estão perfeitamente em sintonia com o plot do espetáculo. Essa transição de cinema pra teatro, e vice-versa, é sempre bem complicada. Apesar de tudo se passar num plano bem fora do real, eles conseguiram manter todas as cenas do filme, com excelentes referências, e obviamente o ônibus está no palco durante boa parte do espetáculo.
Fiquei surpreso com um ator especificamente, Oliver Thornton, não conhecia seu trabalho e simplesmente virei fã incondicional dele. Pegar uma personagem como Felicia não é fácil, ele (ela?) tem tudo pra ser odiado, mas Oliver consegue fazer de um jeito que a platéia vai gostando dele durante o espetáculo... Uma bicha super afetada, com comentários engraçadíssimos e maliciosos, que se acha melhor que todo mundo. Previsível pra um musical sobre Drag Queens né? Pior que não, de algum jeito a gente aprende a conviver com Felicia ao longo do show.
Coincidentemente o show está em cartaz no Palace Theatre, que abrigou meu amado Les Miserables por anos. Óbvio que isso contribuiu para que eu gostasse ainda mais do espetáculo. Gostei muito das músicas, do elenco, e um detalhe quase mágico que a platéia quase não percebe é a maquiagem. As trocas são muito rápidas, mas em meio a tanto glitter a gente nem percebe mesmo. O truque é bem simples, eles usam máscaras nos olhos (Sim, tipo a máscara do Zorro). Máscaras feitas especialmente para cada ator, de um material translucido que se confunde com a pele, dando destaque apenas para a maquiagem superficial dos olhos e cílios. A única parte que é feita na hora, as vezes em cena, é a boca, basicamente batom e muito glitter nos lábios.
O musical deve estrear na Broadway ainda esse ano, e há boatos de que a Time 4 Fun já comprou os direitos para trazer o musical pro Brasil. So, let's Go West!
Beijos, Priscilla, Queen of the DESSERT
